Devemos compensar posseiros de terras públicas na Amazônia para evitar desmatamento?


Reproduzi neste blog o resumo do parecer do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade pela manutenção da Floresta Nacional do Jamanxim no Pará – ou seja contra a pretensão de ocupantes de reduzí-la. Segue abaixo o comentário de Rui Barbosa que aparentemente é um dos ocupantes da Flona indignado com a situação.

Ele inclusive reclama do fato de que os moradores não estarem recebendo recursos internacionais para conservação da Amazônia. Já ouvi esse reclame de outros ocupantes de terras públicas da região. O que você acha? Posseiro de terra pública deveria ser compensado por não desmatá-la? Vale lembrar que em 2003 eles ocupavam cerca de 42 milhões de hectares em cerca de 300.000 posses.

Aproveitei e enviei mensagem ao Rui com perguntas sobre a situação dele em relação a Flona as quais também seguem abaixo.

rui barbosa dos reis r.u.i@hotimail.com 66.178.16.235 Enviado em 30/11/2009 às 11:54

“o que deu para entender e que foi sancinado a flona jamaxim pelo presidente lula em 2006, agora voçes nao pode negociar com os moradores porque vai atingir a morao do presidente perante os paizes que manda recurso para manter a amazonia, dinheiro que nos moradores so ver falar, eu pergunto porque antes de criar a flona, ele procurou saber se haviar moradores dentro da flona, confiou mais uma ves nos seus imcompetentes funcionarios ativistas e mentirosos,e como o casseta e planeta fala do lula eu nao vi nada eu nao sei de nada. o que deu para entender e que foi sancinado a flona jamaxim pelo presidente lula em 2006, agora voçes nao pode negociar com os moradores porque vai atingir a morao do presidente perante os paizes que manda recurso para manter a amazonia, dinheiro que nos moradores so ver falar, eu pergunto porque antes de criar a flona, ele procurou saber se haviar moradores dentro da flona, confiou mais uma ves nos seus imcompetentes funcionarios ativistas e mentirosos,e como o casseta e planeta fala do lula eu nao vi nada eu nao sei de nada. r.u.i@hotimail.com rui barbosa dos reis 1 AprovarRejeitar | Responder | Edição rápida | Editar | Spam | Trash A Floresta Nacional do Jamanxim deve ser mantida, diz ICMBio 1

# Paulo Barreto amazoniasustentavel.wordpress.com barretopaulo@gmail.com 83.221.148.207  Enviado em 07/12/2009 às 5:37

“Caro Rui Barbosa, por favor explique sua situação em relação à Flona do Jamanxim. Você está na Flona? Há quanto tempo? Comprou a área do governo? Tem contrato de compra e venda do governo? É posseiro? Se é posseiro, o que o fez acreditar que poderia ocupar terra pública gratuitamente? Atenciosamente, Paulo Barreto”

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4 Responses to Devemos compensar posseiros de terras públicas na Amazônia para evitar desmatamento?

  1. […] Devemos compensar posseiros de terras públicas na Amazônia para evitar desmatamento? dezembro, 2009 3 comentários -1.455021 -48.502368 […]

  2. Gilmar Gobbi disse:

    Em 1972 quando da abertura da transamazonica e da Br 163, houve uma convocação pelo governo ao povo brasileiro que viesse ocupar áreas na região, e pensando em melhorar de vida, com muita precariedade vieram, embora o pensamento do governo era pura e simplesmente a preocupação em exercitar a soberania da Amazonia; prometera na época, titulo para todos e não cumpriu como quase sempre não cumpre nada.
    E hoje querem criar essa flona, sem um minimo de analise e respeito a esse povo que perdeu sua juventude e praticamente castrou sua vida numa situação de humilhação e desprezo.
    Então o minimo que o governo terá que fazer, será a documentação que o governo anterior não cumpriu, e apos disponibilizar a todos a aportunidade de receber pela preservação sim.

  3. rui barbosa dos reis disse:

    caro paulo barreto, se falei algo que atinge voçe e alguns ativista, me desculpa nao era a minha intençao, as vezes a gente fala pelo momento, e na ocasiao, pimenta nos olhos dos outros e refresco, se voçe estivesse na nossa cituaçao as vezes voçe e os ativista poderia entender melhor, voçe sabe que a br 163, foi abandonada 30 anos, mesmo assim se voçe pegar na divisa do mato grosso com o para ate santarem pelo mapa satelite voçe vai ver que nos fizemos o dever de casa com o desmatamento menos de 7%, no final de ano foi viajar para visitar os parentes, no prazo de dois anos fiquei assustado, estao acabando com o serrado, eu nao sei porque o mundo so tem olhos para a br 163, as grandes usinas de alcool, compra a propriedade e derruba todo serrado e depois interra, tudo feito com trator de esteira se comparar co mapa satelite neste des anos voçe vai ver a diferença, entao os empresarios do metanol pode nos na amazonas ficamos so com as multas, o desmatamento na regiao caiu mas de 70% mesmo assim o clima continua aumentando, e mas eu vi uma reportagem sobre os povos incas que foi estinto a mas de 1000 anos, foi uma seca que deu e acabou com a raça, sem anos atras deu seca no rio amazonas e nem a br 163 ezistia, presisamos fazer alguma coisa pois o planeta esta doente, mas nao vamos jogar toda a culpa na amazonia, estamos aqui para encontrar uma soluçao que seja viaveu para todos, nos fomos em brasilia no mes de outubro de 2008, tentar um acerto, o presidente do icmbio romulo fez uma proposta que nos tinhamos que sobreviver de castanha do para´ , o senador flexa ribeiro, falau porque voçe nao vai cata castanha e formar seus filhos, ai voçe vem aqui no comgresso e da o seu depoimento como exemplo para nos , sera que ele vem, nem ele nem o carlos minc e nem a marina silva, entao meu caro paulo barreto do jeito que as coisas estao estamos educando nos filhos entao quem estiver encomodado arrume uma soluçao, estamos aquardando anciosos pois temos pressa, e queremos a melhor soluçao, pois o planeta realmente esta doente, grato.

  4. Prezados,
    O Sr. Rui Barbosa dos Reis, que aliás conheço muito bem, assim como muitos outros desculturados/desinformados falta princípios fundamentais para entender o preocesso de criação das florestas nacionais.
    Compreender e praticar a sustentabilidade.
    Por último, a palavra chave: Organização. Solidez e confiabilidade institucional das organizações que realmente defendem os interesses da classe que representam, quando se refere a acesso aos benefícios são fundamentais. Afinal, uma andorina só não faz verão!

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