Ocupantes da Floresta Nacional do Jamanxim no Pará propõe a retirada de 60% da Unidade de Conservação


A Floresta Nacional do Jamanxim, uma Unidade de Conservação no oeste do Pará, tem sido campeã de desmatamento recentemente. Além disso, ocupantes da área estão propondo reduzir sua área drasticamente. Veja abaixo o resumo executivo da proposta deles.

“A população que vive na área compreendida pela FLONA do Jamanxim, quer a retirada de 60% da área dessa categoria de Unidade de Conservação, cerca de 857 mil ha, e mudança de categoria para Área de Proteção Ambiental – APA de outros 221 mil ha, porque nessa área envolvida já possuía vários projetos de Manejo Florestal Sustentável em execução, fazendo divisas com duas reservas de grande porte, o Parque Nacional do Rio Novo e a Base Militar da Serra do Cachimbo. A proposta ainda prevê a manutenção de 225 mil ha como Flona, conforme determina o Governo Federal. A pedido das organizações da sociedade civil da região da Flona Jamanxim, foram realizados estudos da trajetória histórica da ocupação da região e criação do Mosaico de UCs da BR 163, o estado atual e projetado o futuro que a população propõe para manter-se no local. A história da ocupação e criação das UCs foi realizada com base em documentos de várias instituições. Na situação atual, foram avaliados dois cenários alternativos, na forma de um estudo comparado: a proposta de manutenção do Decreto de criação – ICMBIO, e a proposta de exclusão da população – LOCAL. Para a avaliação, foram utilizados dados primários de sobrevôos e visitas de campo realizadas, e dados secundários de instituições públicas e privas atuando na região, incluindo o Zoneamento Ecológico Econômico do Pará, estudos sócioeconômicos realizados por consórcio especialmente contratado e documentos diversos apresentados pelas organizações da sociedade civil atuantes na região. Os dois cenários foram avaliados segundo os 3 princípios de desenvolvimento sustentado, utilizando 4 critérios por princípio e 4 grupos de indicadores para cada critério de desenvolvimento sustentado. Os indicadores foram aferidos, de acordo com levantamentos de campo e dados de revisão bibliográfica, utilizando um critério de conformidade com o avanço para o desenvolvimento sustentável da região, com níveis que vão de 0 a 100%, em escalas de 25%. A alternativa LOCAL mostrou-se mais alinhada com o desenvolvimento sustentável da região, alcançando 84% de conformidade, enquanto a alternativa ICMBIO resulta em 25% de conformidade, atendendo parcialmente ao objetivo da conservação, sendo insuficiente do ponto de vista econômico e social. O resultado reflete, entre outros, a falta de estudos técnicos e justificativas plausíveis para a implantação da Flona Jamanxim nos formatos e dimensões da proposta ICMBIO, tendo em vista o histórico de ocupação da região. Foi demonstrado ainda que ocorreu uma forte influência de dinheiro internacional voltado para a criação de UCs ao longo da BR 163, que levou ao açodamento desse processo, levando o mesmo a incidir sobre áreas ocupadas pela população local. Para aumentar a eficiência do ordenamento territorial na região, sugere-se a readequação dos limites da UC e a implantação de bancos de genótipos de espécies nativas ao longo das propriedades rurais, utilizando plantios mistos e com distâncias aproximadas de 30 km entre eles, permitindo o fluxo genético e de biodiversidade, para aumentar a conformidade das atividades com os objetivos do desenvolvimento sustentável. Essa é a proposta local para o futuro, a formação do: CORREDORDE BIODIVERSIDADE FLORESTAL DA BR 163.”

Ver documento completo.

Veja na texto seguinte as conclusões do relatório do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio que argumenta pela manutenção da Flona do Jamanxim.

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3 Responses to Ocupantes da Floresta Nacional do Jamanxim no Pará propõe a retirada de 60% da Unidade de Conservação

  1. adilson vieira matias disse:

    simplesmente suicidio, o desmatamento causará a alta temperatura,falta de chuvas, empobreimento do solo, desequilibrio da fauna e da flora, daí entao o aparecimento dos grandes pecuaristas e sojas, sentao acontecerá uma grande pobreza, pq as grandes terres ficaram nas maos de poucos obrigando os pequenos proprietarios q produzem mais com a agricultura familiar,causando pobreza, e marginalidade.

  2. adilson vieira matias disse:

    simplesmente suicidio desmatar, verao aalta temperatura, falta de chuvas, falta de controle da dauna, riquezas da pecuaria e da soja nas maos de poucos automaticamente surgimento da pobreza em alta escalaa, aí entao mais violencia e marginalidade nessas regioes.

  3. […] concluído, o precedente inspira outras iniciativas. Ocupantes da Flona do Jamanxim no Pará têm a expectativa de que um acordo similar será negociado. Assim, não surpreende que a taxa de desmatamento nesta Flona venha sendo […]

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